segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Rumo a Israel e Tel Aviv


Não vás! Tu és maluco! Mas vais sozinho? Estás a ser irresponsável! Ainda levas uma facada ou um tiro! O quê? Acho que não é a melhor altura para ires! Já viste como aquilo está? Miguel, pensa bem! Tu é que sabes, mas já te dei a minha opinião! O que queres que te diga? Mas porquê Israel?
É mais ou menos isto que teho ouvido nas últimas semanas!
Vim para poder escrever e contar mais uma história. A vida são 365 histórias por ano! Em cada história existem um sem número de personagens e de cenários, sendo impossível admirá-los a todos do mesmo modo! Mas se formos perspicazes conseguimos captar os momentos que nos definem enquanto pessoas! E as viagens trazem-nos isso, os momentos! Uma viagem não é ir! É estar! E é esse o objectivo com que faço as malas: aprender a estar! No fundo, temos saudades de estar onde nunca estivemos!

11h25min: Parto de Lisboa rumo a Istambul, onde farei escala, antes de aterrar em Tel Aviv.
Alguma turbulência depois, comecei a falar com uma senhora portuguesa que me partilhou partes da sua vida, ajudando assim a passar o tempo! Durante o voo pensei várias vezes em mudar o nome do blog para "ir custa um bocado", pois custou deixar a pequena Matilde, que com os seus ternurentos pontapés, tem contagiado a minha vida!
Cheguei a Istambul por volta das 18h15min , hora local. A espera faz-se numa sala comprida e não muito confortável com centenas e centenas de pessoas que esperam a sua vez para poder embarcar. Misturo-me na multidão onde se joga o "jogo dos países": Turquia, Azerbaijão, Cazaquistão, Irão, Bahreyn, Emiratos Árabes, Síria, Iraque, Israel, Senegal, Quénia, Nepal, Japão, Filipinas, Rússia, Coreia do Sul, China, Geórgia, Tunísia, Jordânia, Portugal, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália, entre muitos outros! Uns para ir, outros para regressar!
Chega a minha vez de ir, e por volta das 00h50mim chego a Tel Aviv. No aeroporto Ben Gurion, considerado um dos mais seguros do mundo, submetem-nos a um pequeno inquérito no controlo fronteiriço. Querem saber o propósito da viagem, se conheço alguém no país, que cidades é que pretendo visitar, o nome do pai e até tive de prenunciar o meu nome. Depois foi levantar dinheiro e apanhar o comboio para a estação central (e assim poupar algum dinheiro), onde iria apanhar um taxi para o Jaffa Old Hostel!
Tal como combinado, o hostel deixou o número do quarto colado num vidro e assinalou a cama que viria a servir-me de aposento para as próximas duas noites. Após conversa com o único hospede acordado a estas horas, um belga que veio com o objectivo de estar com uma Israelita que conheceu num festival ds música à uns meses, vou descansar que amanhã o dia começa cedo!

Após umas horas mal dormidas, está na hora de levantar, tomar um banho e comer qualquer coisa.
Tel Aviv é uma cidade com pressa de crescer. É considerada a segunda maior economia do Médio Oriente e está entre as 40 cidades mais caras do mundo! A capital das festas, como também é apelidada, é uma cidade vibrante que se confunde com as suas raízes rurais e portuárias.
Dia dedicado a palminhar e explorar a cidade antiga de Jaffa, mergulhar numa das prais da cidade, perder-me pelas ruas em busca das casas brancas ao estilo Bauhaus (património mundial), conhecer os mercados tipicos da cidade (Flea e Carmel market) e provar alguma comida tipica. É comum vermos israelitas armados e jovens do exército fardados mas achei a cidade segura.
No regresso ao hostel, tempo para (des)conversar com a malta do quarto: Yakobe da Rússia de 70 anos, antigo militar e cheio de cicatrizes da guerra contra o Afeganistão exibe os seus cartões de crédito e muito dinheiro, resultante dos seus negócios com diamantes e ouro. É proprietário de uma empresa em Antuérpia; Yves da Bélgica que continua em busca da israelita que conheceu na Bélgica e Paul, nascido na Ásia e adoptado por um casal que vive nos Estados Unidos, que está desta vez em Israel para tentar executar um negócio de coletes à prova de bala.
À noite juntou-se a nós mais um russo de Krasnoyarsk e o Yakobe fez questão de nos juntar e pagar marisco e cerveja nas movimentadas ruas da cidade!
Agora é dormir que amanhã é dia de ir para Jerusalém.

1 comentário:

  1. Gostaria que fossem publicasses fotos. Estou a seguir atentamente a odisseia. Boa viagem. Abraço

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